Países Latino-Americanos na Expo

NICARÁGUA INVESTE EM FONTES DE ENERGIA LIMPA

10 de Setembro de 2008 - admin

Por: Daniel Zueras
Fotos: Carmen Abdo / Rubén Rodríguez


Detalhe do Pavilhão da Nicarágua,
mostrando sua bandeira

A Nicarágua viveu seu Dia Nacional na Expo Zaragoza 2008 com a presença do chanceler para Assuntos Exteriores, Samuel Santos, que presidiu a delegação enviada de Manágua.

Da união da nação centro-americana com a comarca de Teruel de las Cuencas Mineras, o público pode apreciar uma “jota” (dança regional aragonesa) no Palácio de Congressos. Durante a visita ao Pavilhão nicaragüense (localizado na ala da AL), foi apresentada uma mostra musical do folclore do país com o espetáculo “La parienta desenfadada”.

No período da tarde, a Tribuna da Água apresentou uma explanação sobre a atual gestão da água na Nicarágua, com a presença da ministra e presidente executiva da Empresa Nicaragüense de Tubos e Conexões Sanitárias (ENACAL), Ruth Selma Herrera. No Farol, o chanceler firmou o manifesto “Implícate” (Envolva-se). Enquanto que no Balcão das Músicas, o público pôde desfrutar do concerto “Nicarágua sempre verde”, com a cantora Katia Cardenal.

Em seu discurso, Santos afirmou que os tempos atuais “exigem reflexões sobre o desenvolvimento sustentável e sobre os cuidados com um recurso vital e escasso”, como é o caso da água.

Santos disse que o governo sandinista está trabalhando em sua cordilheira vulcânica para geração de eletricidade por meio de energia geotérmica. “Há condições para novas fontes de energia limpa, objetivando a auto-suficiência energética e a venda para os países vizinhos em termos de comércio justo”. O atual governo estabeleceu que a água se tornou “um bem que não pode ser privatizado”. Segundo Santos, esta legislatura realizou ações sobre o acesso à água potável em regiões mais carentes da capital e nas áreas rurais, bem como um esforço em matéria de saneamento. “Se diminuirmos a contaminação, diminuiremos o risco de saúde”.


O chanceler Samuel Santos (centro),
presidiu a delegação enviada de Manágua.

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AFINANDO MECANISMOS JURÍDICOS EM FAVOR DA ÁGUA

27 de Junho de 2008 - admin

Carmen Carmona, da Procuradoria Federal de Proteção Ambiental do México, em entrevista exclusiva para Aqua Vitae

Por: Boris Ramírez
Foto: Carmen Abdo

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Ela é apaixonada pelo tema e há muitos anos vinculou-se à defesa dos direitos ambientalistas em várias estruturas mexicanas, mais que tudo, acredita profundamente que esse é o caminho correto a ser tomado para o equilíbrio entre ser humano e Natureza.

Carmen Carmona, subprocuradora da Procuradoria Federal de Proteção Ambiental do México, veio a Zaragoza falar sobre Água e Cidade, uma análise sobre os Sistemas de Indicadores Urbanos da Água, a fim de mostrar o por quê da crise deste recurso não ser causada pela escassez, mas sim pela falta de vínculo gerada no manejo do mesmo.

Para a especialista, existe um “monopólio de poder que envolve os direitos de acesso à informação, participação e tomada de decisões em assuntos públicos relacionados à água e, por outro lado, um monopólio de capital e do sistema financeiro no acesso à tecnologia”. Desta forma, fica praticamente impossível obter “justiça em temas ambientais e relacionados à água”. (Ver apresentação e documento na categoria “Documentos Oficiais” dentro deste blog).

Sua dissertação sustenta-se no fato de que os indicadores são os mecanismos por meio dos quais se podem vincular os aspectos dispersos que permitem desenvolver uma gestão planejada. Estes indicadores incluem quem, como e o por que da gestão da água. Desta forma, o exercício dos direitos de acesso aos recursos hídricos – essencial na tomada de decisões — aportaria informações úteis para todos os setores envolvidos.

Ver entrevista exclusiva realizada por Aqua Vitae

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EXPERIÊNCIAS DA AL EM GESTÃO COMUNITÁRIA PELA ÁGUA

26 de Junho de 2008 - admin

Por: Miguel Simón
Fotos: Carlos Acín

No Farol o tom é mais informal do que em outros cenários, se parece mais com uma tertúlia de amigos preocupados com um mesmo assunto.

Cinco casos concretos e todos voltados para um mesmo objetivo: a gestão comunitária da água e seu acesso aos setores mais desfavorecidos.

Jeanneth Villaroel, do Ajuda em Ação www.ayudaenaccion.org, iniciou sua palestra explicando o trabalho desenvolvido no Equador. A organização trabalha em um programa de acesso à água, mas também se volta para o desafio de conquistar esse objetivo nos vários ecossistemas específicos existentes no país.
Cerca de 67% da população tem acesso à água, entretanto há um grande desequilíbrio entre as duas vertentes nas quais o país se divide. Villaroel afirma que há muitas instituições com poder sobre a água, o que torna praticamente impossível uma gestão eficaz. Assim, sua organização, fora o trabalho diário de facilitar o acesso à água, tem se aproximado das mesas constituintes que, há dez meses lutam para ter uma legislação eficaz em torno deste assunto diante da Nova Constituição.

Também do Equador, Bladimiro Santander, Presidente da Junta de Águas de Selva Alegra, mostrou, a partir de sua própria experiência, o sucesso da gestão comunitária da água, em um árduo trabalho que se apóia na capacitação de pessoas, bem como no estabelecimento de medidas de quantificação e classificação da água.

As experiências continuam fluindo. Rene Estuardo, da Associação Pró Água de Pueblo www.irc.nl/page/6812, na Guatemala, apresentou uma interessante conferência sobre o modelo de gestão defendido, que gira em torno da cosmo-visão que os Maias tinham sobre a água. Ele afirma que água é vida e origem da terra e da vida, e com base neste princípio fundamental, administra a distribuição do recurso natural: a água deve ser utilizada para gerar vida e não benefícios econômicos.

Como representante do Centro de Estudos e Investigações do Direito Rural e Reforma Agrária (CEIDRA), no Paraguai, Silvia González, explica o projeto Lençol Freático Guarani (por sua tradução em português), cuja extensão é do tamanho da Espanha, França e Portugal juntos. Este lençol freático seria suficiente para abastecer a humanidade durante os próximos 200 anos. No entanto, enfrenta dois problemas: de um lado, corre o risco de ficar contaminado pelo uso de pesticidas agrícolas, e por outro, as grandes corporações estão se fixando nele, a fim de torná-lo uma mercadoria e não um bem de consumo.

A jornada terminou com Varinia Rojas da Nicarágua, representante do ACICAFOC www.acicafoc.net, organização atuante em toda América Central. Mediante casos concretos e exemplos de vários países, Rojas mostrou como as comunidades indígenas buscam seus próprios meios para obtenção de recursos hídricos, diante da passividade dos governos centrais.

Importante é destacar que tais iniciativas comunitárias têm levado água a cerca de 25% da população da América Central.

PROJETO DE GIGANTES PROPORÇÕES

26 de Junho de 2008 - admin

No Brasil, tudo é grande. Ministro da Integração Nacional apresenta maior projeto hidráulico do país

Por: Boris Ramírez
Foto: Carmen Abdo


O projeto da bacia do Rio São Francisco www.integracao.gov.br/saofrancisco prevê “abastecer de água cerca de 13 milhões de pessoas, bem como gerar uma série de obras de recuperação e de usos eficientes da água”, segundo afirmou o Ministro da Integração Nacional do Brasil, Geddel Vieira Lima.

 

Vieira Lima considera o projeto de seu país bastante estratégico: “com ele pretendemos dar segurança no abastecimento hídrico da população e desenvolver outros projetos empresariais que tenham impactos positivos nas comunidades”.

Segundo o ministro, o projeto do São Francisco tem um objetivo bastante claro: “o governo brasileiro considera a água um bem e um direito fundamental para o ser humano”, assim, num primeiro momento, Vieira Lima explica que o projeto deve alcançar abastecer de água a população, os animais, além de passar segurança para as empresas que queiram investir nas regiões da bacia hidrográfica.

O Rio São Francisco é um projeto de grande polêmica, como já é do conhecimento das autoridades do Brasil. Setores como o da igreja católica e outros grupos já fizeram duras críticas ao Estado, que, de seu lado, afirma “estar realizando tudo com grande cautela e cuidado, para que em 2010 possam ser entregues as obras do primeiro tramo do projeto”.

Vieira Lima se apresentou na Tribuna da Água para compartilhar as dimensões deste trabalho.

Vários foram os países (Espanha, Panamá, Nicarágua, Costa Rica entre outros) que se interessaram por esta coletiva, ocorrida no momento em que o diretor da Tribuna, Eduardo Mestre, cedeu a palavra aos repórteres e demais espectadores presentes no fórum.

Veja a entrevista completa e mais alguns dados do Projeto São Francisco


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BOLÍVIA, URUGUAI E EL SALVADOR DIVIDEM EXPERIÊNCIAS NA LUTA PELA ÁGUA

24 de Junho de 2008 - admin

A realidade da água na América Latina em imagens

Por: Daniel Zueras
Foto: Carlos Acín

Cerca de 125 milhões de pessoas vivem uma dura realidade, sobre a qual há que se fazer algo. A pobreza da América Latina implica dificuldades que devem ser enfrentadas para garantir o acesso à água potável e ao saneamento básico.

Esse é o tema de diversos documentários que serão apresentados, durante estes dias, no pavilhão das iniciativas pela cidadania, O Farol. O tema “Lutas pela água” será coordenado por Engenharia Sem Fronteiras www.isf.es e por Sustainlabour www.sustainlabor.org, duas Organizações Não Governamentais (ONGs) voltadas para a cooperação e o desenvolvimento sustentável.

Bolívia, Uruguai e El Salvador dividiram suas experiências a fim de mostrar suas lutas em prol da água.


Imagem do escritor Eduardo Galeano no vídeo
“Plebiscito pela água no Uruguai”

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INICIATIVAS COM MEIOS DE COMUNICAÇÃO

22 de Junho de 2008 - admin

Organizações latino-americanas acreditam em novas relações com os meios de comunicação, mas a partir de novas perspectivas.

Por: Boris Ramírez
Foto: Sergio Rodríguez

As avaliações dos meios de comunicação sempre têm pontos positivos e negativos. Ou são necessárias e respeitadas ou não as querem, mas são exigidas. O Farol, fórum das organizações sociais dentro da Expo Zaragoza, continua emanando luzes em direção a uma construção mais justa da sociedade frente aos compromissos com a água. Isso sim requer um papel importante dos meios de comunicação.

Não é de se estranhar que um dos primeiros eventos realizados foi a análise de um painel, bem como o questionamento e a revisão de iniciativas com relação a mídia. A América Latina esteve bem representada por duas organizações: Rede Fan México www.freshwateraction.net/web/w/www_107_es.aspx e Centro para a Defesa do Consumidor www.cdc.org.sv, de El Salvador.

A mexicana Cristina Balcázar apresentou uma nova estratégia de comunicação, chamada Somos Água. Anaella Gómez, de El Salvador, apresentou a maneira como, a partir de uma estrutura integral, é possível vincular além dos meios de comunicação outros setores que também podem trabalhar pela água e pelo saneamento.

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SECRETARIA GERAL IBERO-AMERICANA DÁ SUA VISÃO NA EXPO

16 de Junho de 2008 - admin

Por: Daniel Zueras
Fotografias: David Ruiz

Os países Ibero-americanos continuam sendo os grandes protagonistas da Expo Zaragoza 2008 durante estes primeiros dias da mostra internacional. Se primeiro foi a vez do México e depois do Brasil, o terceiro dia pertence à SEGIB, Secretaria Geral Ibero-americana www.segib.org cujo presidente, Enrique Iglesias, liderou a delegação em seu dia de honra.
A SEGIB é formada por 22 países membros (México, Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Cuba, República Dominicana, Venezuela, Colômbia, Equador, Brasil, Peru, Bolívia, Chile, Paraguai, Argentina e Uruguai representando a América; e Andorra, Espanha e Portugal representando a Península Ibérica). Para o uruguaio Iglesias, que conhece muito bem a região de vários lugares, a Ibero América é uma das grandes potências do mundo em matéria de recursos hídricos. “A terceira parte de toda a água doce está na América. E temos 20% da hidroeletricidade. Água e terra significam alimentos, com 15% da superfície cultivável do mundo. As duas coisas nos tornam uma potência importante na produção de alimentos”.
Com relação à presença em massa dos países latino-americanos, Iglesias expressou: “É motivo de orgulho que valorizemos o tema. Todos nós sabemos e os antigos também sabiam a importância do cuidado para com a água. Eles nos ensinaram muito”.
Enrique Iglesias também mencionou os desafios: “De 550 milhões de ibero-americanos, 60 milhões não têm água potável e mais de 100 milhões estão sem saneamento. Mas a América Latina é hoje uma potência hídrica, que deve estar mais preparada do que nunca para suas responsabilidades com relação à conservação de tantos recursos”.
Dentro da Expo www.expozaragoza2008.es este órgão será convocado no próximo dia 20 de junho, bem como o Ministério do Meio Ambiente da Espanha, a Conferência de Diretores Gerais Ibero-americanos da Água.  E a Aqua Vitae.com estará presente nesta Conferência.

BRASIL TEM ENCERRAMENTO EM GRANDE ESTILO GILBERTO GIL E MUSAS FIZERAM A NOITE VIBRAR

16 de Junho de 2008 - admin

Por: Miguel Simón

Fotos: Fabio Rodriguez

A sensação do Dia do Brasil, durante a Expo Zaragoza 2008, foi até a meia-noite.  A cidade acolheu as notas de Gilberto Gil  www.gilbertogil.com.br com carinho.  O Ministro da Cultura e apreciador das artes www.cultura.gov.br estava acompanhado das musas Gal Costa, Margareth Menezes e Maria Rita.  Gil quebrou o gelo ao aparecer todo vestido de negro. Impecável e com dreads nos cabelos,  o cantor cumprimentou o público em espanhol.  Piscando os olhos para o imenso grupo de fãs do mundo inteiro e dos brasileiros que o aguardavam desde cedo, Gil e o público cantaram juntos suas famosas canções.
Repassou seu repertório habitual, dentre outras músicas sobre o meio ambiente. E como não podia deixar de ser, encheu de samba o Anfiteatro 43, local onde o concerto foi realizado. Com muita energia e paixão, apenas as marcas sobre seu rosto refletem os 65 anos vividos por um dos grandes mestres da Música Popular Brasileira. No palco, Gil mostra a mesma energia dos tempos em que começou.
Não faltaram demonstrações de seu virtuosismo com a guitarra, nem homenagens à seu “irmão” Bob Marley. Cantou No woman no cry e surpreendeu o auditório com uma versão Reggae de The girl from Ipanema.
Apresentou de maneira orgulhosa suas companheiras de estrada, com as quais cantou, pelo menos, uma canção em dueto. Primeiro foi Maria Rita  www.mariarita.com, com quem cantou “Caminho das águas”. Depois, foi a vez de Margareth Menezes  www.margarethmenezes.com.br e María Rita com “Hino das águas” e, por fim, incendiou o público presente com “Dandaluda” e “Ellegibô”, sem dúvidas as músicas mais dançantes da noite.
A última a sair foi outra grande musa da Música Popular Brasileira, Gal Costa www.galmariacosta.com.br para quem Gil não economizou elogios. Cantaram várias canções juntos, e ao final, Gal soltou a voz interpretando o tema Brasil, enchendo a noite de uma energia especial.
Por fim, Gil, Maria Rita, Margareth Menezes e Gal Costa cantaram e homenagearam a ÁGUA, tornando seu primeiro dia na Expo Zaragoza 2008 brilhante.

BRASIL NA TRIBUNA

15 de Junho de 2008 - admin

Por: Daniel Zueras
Fotos: Estefanía Abad
Os microfones da Expo Zaragoza ecoaram o sotaque brasileiro neste domingo. Como parte das celebrações de seu Dia de Honra, a delegação brasileira organizou uma mesa-redonda para contar ao mundo sua experiência no uso de uma política específica para os recursos hídricos.
Os especialistas falaram sobre os efeitos da gestão da água no Brasil, que pretende garantir o consumo da água para a população e seu uso múltiplo atendendo as diferentes demandas da sociedade.
O Brasil foi representado por João Bosco Senra, representante oficial do país na Expo Zaragoza; Leomar Quintanilla, presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal; Leodegar Cunha, Secretário de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades e Hugo Canellas Rodrigues Filho, representante do Fórum Nacional dos Órgãos Gestores da Água. A função de mediador da mesa-redonda e principal porta-voz sobre os esforços brasileiros acerca da água ficou a cargo de José Machado, Diretor-Presidente da Agência Nacional de Águas (ANA). Machado, assim como os outros especialistas brasileiros do setor, reafirmou a importância da política de recursos hídricos que vem sendo desenvolvida no país desde 1997. José Machado falou à equipe de Aqua Vitae:
Aqua Vitae – Como está funcionando a política de água no Brasil?
José Machado – Temos muitos desafios, mas contamos com uma participação importante dos cidadãos. Há mais de 15 mil pessoas integrando os comitês das bacias brasileiras e os conselhos estatais e nacionais que atuam na implementação da política da água no país. Muitos instrumentos como os planos para as bacias hidrográficas têm sido implementados no Brasil. Claro que o nosso país, com as dimensões que tem e apenas 11 anos de políticas de água, ainda tem muito o que fazer; Atualmente há uma prioridade na política de saneamento que contribui muito para a melhoria da qualidade da água. Também há uma participação ativa do setor privado e da sociedade civil neste esforço de melhorar a água no Brasil.
Aqua Vitae – O setor civil e os cidadãos estão conscientes da importância deste recurso?
José Machado - Sim. De todas as maneiras nesta perspectiva temos que mudar muito a cultura da água. Como temos muita água no país, criou-se uma cultura de abundância e devemos modificá-la para uma um pouco mais racional. Há uma campanha muito forte por parte do Ministério da Educação e da Cultura neste processo. E há muita participação dos cidadãos nesta discussão.
Aqua Vitae – Existe uma enorme pressão das grandes cidades brasileiras sobre seus aqüíferos. Como se planeja solucionar esta situação?
José Machado – Por isso exatamente a prioridade da política de saneamento é preservar as bacias que abastecem as grandes cidades e que podem fazer os tratamentos das águas para que estas não contaminem as fontes de abastecimento. Há toda uma política coordenada dentro desta perspectiva para recuperar as águas das cidades.
Aqua Vitae – E como os impactos gerados pela indústria são atenuados?
José Machado – No Brasil temos uma base muito grande em termos tecnológicos para gerenciar os desperdícios, para que se gaste menos água e para que se busquem opções de reutilização.
Aqua Vitae - Já existe o reaproveitamento das águas subterrâneas?
José Machado - Estamos avançando mais em alguns estados do que em outros. Um exemplo é a bacia do Guarani que compartilhamos com outros países do Mercosul (Argentina e Paraguai) e que está fazendo um bom trabalho neste sentido.

BRASIL CHAMA TODA EXPO PARA REFLETIR E DANÇAR

15 de Junho de 2008 - admin

Por: Daniel Zueras
Hoje o Brasil protagoniza os atos e intervenções culturais da Expo Zaragoza 2008, sucedendo a inauguração mexicana de ontem. O embaixador brasileiro em Madrid, José Veigas, www.brasil.gov.br, presidiu a cerimônia de abertura de manhã e, logo na seqüência, visitou os pavilhões do Brasil, América Latina e Espanha.
Veigas explicou à equipe Aqua Vitae que o ponto forte da política hidráulica brasileira é “a reserva gigante de água que o país possui. É uma grande vantagem”. Ele afirmou que a água é um recurso abundante no Brasil e, isto unido ao desenvolvimento dos biocombustíveis, está gerando uma importante reserva energética e monetária para o país”.
“Graças a essas vantagens naturais – acrescentou o embaixador -, o preço da gasolina não sobe desde 2005″. Ao ser questionado sobre os impactos que podem gerar os cultivos de biocombustíveis sobre a segurança na alimentação, Veigas assegurou que “isto pode ser verdade em outros países, onde existe competição das terras que serão utilizadas para o cultivo de matéria-prima para biocombustíveis e as que serão destinadas ao plantio de alimentos, mas não no Brasil. A cana-de-açúcar – com a qual o Brasil gera o etanol – não ocupa mais de 5% da nossa área total de cultivo”.
Jorge Samek, diretor geral brasileiro da Itaipu Binacional, www.itaipu.gov.br, a maior hidroelétrica do mundo, explica: “Abastecemos 20% da necessidade energética do Brasil e 95% da paraguaia”. A Itaipu é uma empresa pública compartilhada entre os governos do Brasil e Paraguai, com uma produção hidroelétrica que se equipara com a produção de 500 mil barris de petróleo por dia. Assim, a água transforma o Rio Paraná em um elemento de união e não fronteiriço. Samek afirmou ainda que “nosso combustível é a água, que tratamos com a maior responsabilidade”.
O Brasil celebrou seu dia com música, bailes, comidas e debates. O Brasil festejou orgulhoso e promete trazer muito mais deste enorme país nos próximos três meses de Expo Zaragoza.


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