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BREVES DO MUNDO

BREVES DO MUNDO - EDIÇÃO 16

BREVES DO MUNDO - EDIÇÃO 16

DESTAQUES MUNDIAIS EM REUSO DA ÁGUA

É cada vez maior o número de cidades e países que usam águas recicladas, como um mecanismo inovador para dar sustentabilidade aos recursos hídricos. Água reciclada é aquela que, após o uso em atividades domésticas, industriais ou de produção intensiva, recebe um tratamento que permite – de acordo com o cumprimento de alguns padrões – sua reintegração a sistemas hidráulicos, voltando a ser usada. Uma pesquisa da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos reconhece os exemplos abaixo:
• Namíbia: Na capital, Windhoek, as águas residuais são altamente tratadas, sendo reutilizadas como água potável. É o único exemplo de reúso direto no mundo.
• Austrália: A água reciclada destina-se a vários usos: produção de neve para estações de esqui, uso em privadas e irrigação de
plantações.
• Japão: As águas recicladas são usadas na irrigação de parques, campos de golfe e de esportes, assim como na lavagem de automóveis, no controle de incêndios e em diversas aplicações em edifícios comerciais e residenciais.
• Reino Unido: As águas residuais tratadas são usadas em atividades como criação de peixes, lavagem de automóveis e irrigação
de campos de golfe.
• Paquistão: as águas residuais tratadas são usadas na irrigação de hortaliças, do trigo e de cultivos de pasto para o gado.

Fonte: Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos

MAIOR HIDROELÉTRICA DO MUNDO É MOVIDA COM A FORÇA DO MAR

A Coréia do Sul concluiu a construção da maior usina de energia hidrelétrica do mundo, impulsionada pelo movimento da água das marés e com capacidade para gerar eletricidade para meio milhão de pessoas. Seis dos dez geradores da usina entraram em funcionamento no início de setembro de 2011, de forma progressiva, depois de sete anos de construção na costa ocidental sul-coreana. O complexo hidrelétrico conta com uma capacidade de geração de 254.000 kW por dia.
Dois meses depois, a usina sul-coreana de Shihwa começou a funcionar a 100% de sua capacidade, o que poderá reduzir o consumo de petróleo do país em 860 mil barris anuais, evitando também a emissão de 320 mil toneladas de CO2 na atmosfera.
Esta enorme obra de engenharia aproveita os recursos hídricos da Coréia para usar menos combustíveis fósseis. As turbinas foram instaladas às margens de um lago artificial criado em frente ao mar, próximo à cidade de Seul. São movidas pela força da água quando impulsionadas pelas marés. O investimento na obra foi de US$335 milhões.
O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, ressalta que este projeto é uma prova da intenção do governo da Coréia de desenvolver as energias renováveis. “Esta usina não é apenas um símbolo de crescimento verde, mas representa uma tendência que o mundo deverá seguir”, indicou o chefe do país.

Fonte: Water.org

TRABALHO COLETIVO

A zona de lagos de Sanjiangyuan, situada no planalto do Tibete, é um exemplo mundial de sucesso no aproveitamento integral dos recursos hídricos. Lá, nascem três dos mais importantes rios da Ásia: o Amarelo, o Yangtsé e o Mekong. E, mesmo assim, a região estava a ponto de secar. As nascentes destes três grandes rios, especialmente a do rio Amarelo, sofriam com a deterioração do ecossistema local causada pelo excesso de pastagem e por outras atividades humanas na região.
Com um programa aperfeiçoado de modificação de atividades humanas, deu-se início em 2005 o desenvolvimento do “Programa de Melhoria do Meio Ambiente de Sanjiangyuan”. O projeto teve um investimento de US$1,12 bilhão e incluiu métodos para reduzir a erosão do solo, como chuva artificial e realocação das famílias pastoris da região, obrigando 50.000 tibetanos a deixar o lugar.
“A área lacustre de Sanjiangyuan teve um aumento de 245 km² nos últimos seis anos”, detalhou Li Xiaonan, subdiretor do Escritório de Proteção Ecológica da reserva natural. 

Fonte: Agência de Notícias Xinhua.

EVERGLADES, NA FÓRIDA, RECEBE O MAIOR INVESTIMENTO FEDERAL PARA PROTEÇÃO DE TERRENOS ÚMIDOS

Preocupados com a qualidade da água e com sua proteção, um grupo de fazendeiros do estado da Flórida se uniu em uma iniciativa do governo dos Estados Unidos, que visa investir US$100 milhões para que estes consumidores de água se comprometam a não construir em áreas protegidas e a cuidar de seus terrenos no parque Everglades, uma ampla região subtropical pantanosa de grande importância para o meio ambiente e para a proteção de recursos hídricos.
“A restauração do norte do parque Everglades é fundamental para os habitantes da Flórida e para os Estados Unidos”, declarou o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Tom Vilsack, ao anunciar o programa que protegerá um ecossistema único no mundo, para o qual é destinado o maior investimento federal dedicado a um único Estado para a proteção de terrenos úmidos.
O investimento dará impulso à restauração do parque Everglades e contará também com a ajuda dos fazendeiros, que receberão recursos em troca do compromisso de não construir numa área de mais de 9700 hectares nas proximidades do lago Okeechobee, o maior de água doce da Flórida e o sétimo dos Estados Unidos.
Os pecuaristas se comprometerão a proteger seus terrenos, com a ideia de recuperar e garantir a conservação destes ecossistemas, que combinam a proteção da fauna, da flora e da água. Assim, áreas de pastagem passarão a ser terrenos
úmidos, que criarão novos habitats naturais e absorverão substâncias contaminantes que hoje prejudicam o lago Okeechobee
e o parque Everglades.

Fonte: Parque Nacional do Everglades, Flórida.