BREVES DO MUNDO
BREVES NO MUNDO EDIÇÃO 12
SANEAMENTO É UM NEGÓCIO PROMISSOR - SATÉLITE PARA CAMADAS POLARES - ÁGUA DOCE NO DESERTO
SANEAMENTO É UM NEGÓCIO PROMISSOR
A Espanha concluiu que o saneamento trata-se de um excelente negócio, já que várias empresas do país são responsáveis
pelo tratamento de 3,5 bilhões de metros cúbicos de água por ano. Além de participarem de um negócio rentável, contribuem
para o cumprimento dos Objetivos para o Desenvolvimento do Milênio (ODM).
O setor hídrico, apesar de suas carências, gera, anualmente, 40 bilhões de euros. A Espanha é a quarta potencia mundial – e a
primeira em todo o ocidente – em capacidade de dessalinização. Durante o último século, as demandas deste recurso natural aumentaram seis vezes em todo o planeta, o que elevou os numerosos desafios pendentes. Exemplo disso é que, em 2010, ainda na crise, a Irlanda comprometeu-se a investir 300 milhões de euros durante os próximos três anos para melhoria da rede hídrica. O Banco Mundial (BIRD) concedeu um aporte de 40 milhões de euros ao Senegal, para o Programa de Água Potável e Saneamento do Milênio (PEPAM), cujo objetivo é facilitar o acesso sustentável a serviços de água potável e saneamento nas zonas rurais e urbanas do país, nos próximos cinco anos. Esta posição de liderança dá ao setor empresarial espanhol um
triplo desafio: estabelecer alianças público-privadas para o desenvolvimento destes tratamentos, conciliar o desenvolvimento econômico e tecnológico do mundo empresarial com as necessidades reais e impulsionar um marco regulador na gestão hídrica privada que normalize as políticas e ações estatais em torno de tal gestão.
Fonte: Asociación Tecnológica para el Tratamiento de Agua (ATTA), Espanha
SATÉLITE PARA CAMADAS POLARES

Com um investimento de US$ 187 milhões, a Agência Espacial Européia (ESA) lançou um novo satélite para a observação das
massas de gelo polares. O foguete portador do satélite “Cryo-Sat-2” foi lançado desde o centro espacial russo Baikonur, na
região do Cazaquistão. O “CryoSat-2” deverá ser colocado em órbita a, aproximadamente, 720 km sobre a superfície terrestre,
espera-se ainda que o satélite de alta tecnologia tenha um importante papel na vigilância da mudança climática no mundo.
O instrumento de medição do “CryoSat-2” pode registrar a espessura do gelo nos mares polares com uma precisão de centímetros, além de detectar mudanças da camada polar na Groenlândia e na Antártica. Estas informações podem servir, entre outras coisas para melhorar os modelos climáticos. A missão deverá durar, no mínimo, até o final de 2013. O objetivo
é ajudar a comunidade científica mundial a obter informações, análises e cenários, a adotar medidas de mitigação e a tomar decisões relativas às camadas de gelo polares, que concentram 68,7% da água doce do mundo.
Nos últimos anos, foi possível observar, com preocupação, o desprendimento de importantes massas de gelo na Groenlândia,
na Antártica argentina e chilena, assim como o degelo de importantes glaciares tropicais na Bolívia, no Peru, no Equador e na Colômbia, com destaque para o desaparecimento completo do glacial Chacaltaya (Bolívia).
Fonte: Agência Alemã de Imprensa (DPA)
ÁGUA DOCE NO DESERTO
Um “oasis” de energia renovável, programado para ser construído ainda em 2010, pode servir como campo de provas, destinado a novas tecnologias desenhadas para trazer vida verde ao deserto. A proposta busca criar estufas especiais, capazes de combinar ar quente do deserto com água do mar e, assim, gerar água fresca destinada para as plantações.
O centro de pesquisas é parte do Projeto Floresta do Saara, o que não quer dizer que será limitado somente à África, já que
se prevê repetir este tipo de iniciativa também na Austrália, nos Estados Unidos e em países do Oriente Médio.
“O Projeto Floresta do Saara é um proposta holística para a criação de trabalhos locais, alimentos, água e energia, utilizando
soluções relativamente simples, imitando desenhos e princípios naturais”, afirmou Frederic Hauge, fundador e presidente do
Bellona, fundação norueguesa sem fins lucrativos, voltada para o meio ambiente.
Além disso, com o plantio de árvores próximo do complexo, se capturariam gases do efeito estufa, como dióxido de carbono
(CO2), enquanto se restauraria qualquer floresta natural, devastada pelas secas ou pelo desflorestamento desmedido.
Os integrantes do projeto estão realizando estudos de factibilidade em vários países, e os primeiros resultados foram apresentados em dezembro passado, durante a Conferência Climática de Copenhague. O ar quente do deserto que entra na estufa sofre, primeiramente, um resfriamento, em seguida, é umedecido com água do mar. Este ar úmido alimenta cultivos que crescem dentro da estufa e, depois, passa através de um vaporizador, onde a água do mar flui aquecida pelo sol. Quando o úmido ar morno chega a uma série de tubos que contêm água fresca do mar, se condensa em água doce, em forma de pequenas gotas fora dos tubos, as quais podem ser coletadas. O processo imita um processo natural: a água do mar se evapora pela ação do sol, se esfria e cai, em forma de chuva.
