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MARÇO 2008

CASOS

CASOS - EDIÇÃO 4

CASOS - EDIÇÃO 4

ALIANÇA PARA A PROMOÇÃO DE ÁGUA SEGURA E HIGIENE NA AMÉRICA LATINA - ECOCLUBES NA BOLÍVIA

ALIANÇA PARA A PROMOÇÃO DE ÁGUA SEGURA E HIGIENE NA AMÉRICA LATINA

Em outubro de 2005, em um workshop realizado em Quito Equador, profissionais das áreas de pesquisa, educação, engenharia e ciências, promotores, representantes de instituições internacionais, entidades do governo e do setor privado da América Latina e de diferentes partes do mundo, formaram a Aliança Latina para a promoção da água segura e higiene e assumiram o compromisso de promover esta iniciativa nos países da região. Durante 2006, muitas instituições se uniram a este projeto.

A Aliança apresenta uma alternativa estratégica para ajudar, de maneira rápida, a proporcionar o acesso à água segura para as
famílias que nos próximos cinco a 10 anos, não terão um serviço de água potável.

Muitas famílias da América Latina neste momento consomem água contaminada com microorganismos patogênicos, o que as torna mais vulneráveis a contrair doenças como as diarréias e outras, especialmente as crianças e os adultos mais velhos. Como resposta, a Aliança propõe criar nas famílias uma barreira de prevenção contra as diarréias, até que sejam construídos os sistemas de água potável, mediante o acesso à água segura, através do uso de tecnologias de tratamento da água em casa
(TAC), de baixo custo e de fácil replicação como: ferveção, cloração caseira, SODIS, PUR, Filtron, filtros cerâmicos e outros,
mas complementada com o ensino de hábitos de higiene saudáveis, com o foco na mudança de comportamentos.

Na Aliança foram dados passos importantes durante o ano de 2006, como a formação dos Grupos de Trabalho da Aliança
(GTA) na Guatemala, em Honduras, El Salvador, Nicarágua, Equador, Bolívia e Peru, dos quais participam ONGs, cooperação internacional, governos, centros de pesquisas e educação superior.

"No que diz respeito à água para consumo humano, não é garantia suficiente que a família tenha acesso à água segura, se
ela não tem hábitos adequados para sua correta manipulação no interior da casa, pois corre o risco de voltar a se contaminar
antes de seu consumo. Daí a importância de ensinar às famílias práticas de higiene sobre o manuseio adequado da água
desinfetada dentro da casa", comentou Marcelo Encalada, coordenador da Aliança LAtina de água segura e higiene.

mencalada@fundacionsodis.org
www.fundacionsodis.org

ECOCLUBES NA BOLÍVIA

Os Ecoclubes são grupos de crianças e jovens que desenvolvem ações ambientais, concentrando suas ações particularmente na
questão de educação sanitária e ambiental.

No marco da cooperação técnica da OPS/OMS na Bolívia, são promovidas ações de assistência técnica para que, em coordenação com as instituições do setor (Ministério da Saúde e Esportes, Ministério da Água, Ministério de Educação entre
outros), agências de cooperação internacional, ONGs e as comunidades, sejam incorporados elementos relacionados com
a higiene e a educação sanitária, em busca da sustentabilidade de ações e impacto em termos de mudanças de comportamento nos projetos de água e saneamento.

Neste sentido, foram desenvolvidos na Bolívia projetos na área de implementação de tecnologias apropriadas em água potável
e saneamento, para melhorar elementos essenciais em comunidades rurais e de periferia urbana, desde a infraestrutura sanitária até elementos de formação e capacitação para conseguir uma adequada apropriação das tecnologias e melhoria de sua moradia, ambiente e, portanto, de condições de saúde que repercutem positivamente na qualidade de vida das populações beneficiadas. 

Atualmente, está sendo promovido e consolidado o movimento de Ecoclubes. Além disso, está sendo coordenado com o Ministério da Saúde e Esportes, Ministério da Água e outras instituições relacionadas com o assunto, campanhas educativas para o correto manejo da água, seu uso racional e as condutas apropriadas que permitam à sociedade em geral valorizar o recurso. 

"A educação deve orientar ações não apenas comunitárias, como também institucionais, para alcançar mudanças de atitude, mudanças na maneira de pensar para abordar as problemáticas ambientais, e particularmente na questão da água de uma maneira diferente, na qual o recurso água seja considerado também de maneira integral, desde a proteção das fontes até a entrega em nível domiciliar ou através de um açude, e se possa atuar em ações de consciência em cada um de nós para que reajamos, vejamos e sintamos, que se não cuidarmos de outros fatores de risco que afetam este recurso, simplesmente em pouco tempo não disporemos dele de uma maneira segura", afirmou Henry Hernández Venencia, consultor em Saúde Ambiental OPS/OMS Bolívia.

hhernandez@bol.ops-oms.org