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NOVEMBRO 2011

SAÚDE

HIDRATAÇÃO

HIDRATAÇÃO

É importante entender que o conceito total de água que se deve ingerir inclui: a água para beber, a contida em outros tipos de bebidas e a que está presente nos alimentos.

Por DR. JESÚS ROMÁN MARTÍNEZ
Secretário-Geral do Instituto de Pesquisa sobre Água e Saúde
www.institutoaguaysalud.es

É importante entender que o conceito total de água que se deve ingerir inclui: a água para beber, a contida em outros tipos de bebidas e a que está presente nos alimentos. 

A água ingerida diariamente deve totalizar 2,2 e 3 litros para homens e mulheres entre 19 e 30 anos, o que representa 81% do total – a água contida nos alimentos seria os 19% restantes do total de água total necessário. Para uma pessoa saudável, o consumo diário abaixo dos níveis de ingestão adequados não configura um risco imediato, dada a ampla margem de ingestão compatível com um estado normal de hidratação.


É possível que quantidades maiores de água total sejam necessárias para pessoas que pratiquem atividades físicas e/ou que estejam expostas a um ambiente quente. Deve-se recordar que, em poucas horas, é possível produzir uma deficiência severa
de água no organismo por pouca ingestão de água ou pelo aumento das perdas hídricas decorrente de atividade física ou exposição ao meio ambiente (por exemplo, temperaturas muito elevadas).


Nesse caso, convém lembrar que, dentre outras coisas, para adultos saudáveis, uma desidratação de 2,8% do peso corporal por exposição ao calor ou após um exercício pesado causa uma diminuição da concentração, do rendimento físico e da memória recente, além de aumentar o cansaço, causar dores de cabeça e reduzir o tempo de resposta a estímulos.

UM ASSUNTO ESSENCIAL
A ingestão adequada de água previne transtornos funcionais e metabólicos nas pessoas.

A desidratação está relacionada a uma diminuição da capacidade psicomotriz, assim como da capacidade de atenção e da memória. O efeito destrutivo da desidratação aguda sobre a capacidade física durante exercícios e sobre o rendimento está perfeitamente comprovado, sobretudo quando a desidratação vai de 1% a 2% do peso corporal total de uma pessoa. Sabemos que a desidratação crônica aumenta o risco de câncer de bexiga e litíase renal (doença causada pela presença de cálculos ou pedras no interior dos rins ou das vias urinárias).

A desidratação também prejudica a função cognitiva e o controle motor. É evidente que deficiências de água de 2% ou mais do peso corporal são acompanhadas por uma capacidade intelectual diminuída.

SINAL DE ATENÇÃO
É necessário levar em consideração que a desidratação não só aumenta a temperatura corporal, mas também reduz alguma das vantagens térmicas relacionadas ao exercício físico aeróbico e à nossa capacidade de adaptação ao calor. Desta forma, a sudação localizada e o fluxo de sangue na pele permanecem reduzidos quando uma pessoa está desidratada. A principal consequência é que a desidratação reduz a temperatura corporal suportável por uma pessoa.

Um choque térmico grave pode ocorrer com mais facilidade em pessoas desidratadas do que naquelas que estão bem hidratadas. A desidratação aumenta as pulsações cardíacas, independentemente da pessoa estar deitada, em pé ou em um ambiente com temperatura amena.


A desidratação dificulta a manutenção da pressão arterial, podendo aumentar a taxa cardíaca proporcionalmente à magnitude da deficiência de água. A desidratação aumenta o esforço cardiovascular. Sugere-se, ainda, que a desidratação possa contribuir para o aumento da mortalidade entre pacientes hospitalizados. Isto se daria sempre com perdas hídricas superiores a 10% do peso corporal, salvo quando esta desidratação for produzida junto com outros processos patológicos agravantes.


O certo é que quando a desidratação ultrapassa 10% do peso corporal total, é imprescindível receber assistência médica adequada para permitir a recuperação. Nesse aspecto é necessário levar em consideração que a combinação de dietas severas e exercícios pesados realizados em ambientes quentes podem gerar graves problemas, inclusive morte por parada cardiorrespiratória.

INGESTÃO DE ÁGUA
Durante a lactação:
- Durante o primeiro trimestre de gravidez, é necessário ingerir de 2 a 2,5 litros por dia;
cessário beber 3 litros por dia;
- Durante o segundo e o terceiro trimestre de gravidez, é necessário beber 3 litros por dia;
- Durante a lactação, é necessário beber 3 litros por dia.

Na infância:
- Nos primeiros seis meses de vida, a ingestão média de leite humano pelo bebê é de 0,78 litros por dia. Como cerca de 87% do leite humano é composto por água, a ingestão é adequada;
- As refeições das crianças devem ser acompanhadas por água;
- EStudos epidemiológicos demonstram que um maior consumo de água está associado a uma menor densidade energética dos alimentos;
- Deve-se incentivar o consumo de água na escola para o controle da obesidade infantil;
- Um maior consumo de água tem uma resposta fisiológica renal adequada a essas idades.

 Na terceira idade
Quanto mais avançada a idade, maior é a quantidade de água que se necessita ingerir, já que os idosos têm menor sensação de sede e se saciam com uma ingestão líquida menor. 

Temperatura ambiente: quanto mais alta a temperatura, mais água deve-se beber.

Função renal: a disfunção renal exige mais ingestão de líquidos, a fim de possibilitar a eliminação dos produtos residuais.

Função digestiva: à medida que esta diminui ou fica mais lenta, aumenta-se a necessidade de água.

Consumo de remédios: há remédios que modificam e aumentam as necessidades de água como diuréticos, a teofilina,
broncodilatadores e laxantes.