NOVEMBRO 2008
TEMAS PRINCIPAIS
ÍCONES ARQUITETÔNICOS DA EXPO
Torre da Água. Pavilhão Puente. Cidades do Futuro. Sed. Oikos… modernidade que se relaciona e fala do recurso hídrico e dos seres humanos.
Por Boris Ramírez
A Expo Zaragoza foi caracterizada por uma decolagem arquitetônica impressionante. E não se trata de arquitetura posta em
função da estética, e sim de um recurso comunicativo para atrair a mensagem hídrica e o desenvolvimento sustentável em praças
temáticas que formam, em cada material construtivo, em cada linha de desenho e em cada espaço, um plano de confronto entre
o visitante e a realidade da água.
Os ícones arquitetônicos da Expo são verdadeiras peças de uma confecção pensada e construída para serem os oráculos que
convidam as pessoas a ter um espaço onde possam desfrutar de um pouco de prazer e de aprendizagem. Arquitetos renomados
mundialmente fundiram desenho-linha-mensagem em obras.
A Torre da Água é um edifício-escultura em forma de uma gota d’água. É a ambiciosa proposta do arquiteto Enrique de Teresa e do engenheiro Julio Martínez Calzón para se tornar o símbolo da Expo, com seus 76 metros de altura. A obra, chamada Splash, reproduz o respingo de uma gota d’água suspensa no ar, no interior do edifício, medindo 21 metros de altura.





O Pavilhão Puente é um espaço pelo qual ninguém passa indiferente. Não se trata de um edifício, mas tampouco é apenas uma ponte. Na verdade, é um artifício da arquiteta iraquiana Zaha Hadid, a única mulher no mundo a conseguir obter um Prêmio Pritzker, o mais importante da arquitetura. A ponte foi, sem dúvida, o acesso peatonal mais importante para a Expo.
Desenhada com uma forma orgânica e curvilínea de 270 metros de longitude e 7 mil m2, trata-se da única ponte habitável na
Espanha e uma das poucas existentes no mundo.

Fotos: Carmen Abdo

Palácio de Congressos. A obra dos arquitetos Enrique Sobejano e Fuensanta Nieto é um edifício composto de três partes: um auditório, um pavilhão multiuso e salas modulares, distribuídas em uma área de 22.850 m2 e nove andares.
AS PRAÇAS TEMÁTICAS
Constituem um espaço de reflexão e descanso. Foram desenhadas pelos arquitetos Batlle Roig, Juan Gayarre e
Ricardo Marco e fazem parte de um bulevar ecológico de 370 metros de comprimento e 20 metros de largura.

Cidades de Água trata-se de uma praça aberta sem paredes, simulando os espaços abertos de uma cidade, cujo conteúdo principal se refere ao recurso hídrico como um recurso urbano. Propõe uma viagem ao longo de diferentes cidades, relacionadas de alguma forma com a água.

Foto: Carlos Luna
Água compartilhada. Em uma área de 900 m2 de superfície, várias plataformas com diferentes níveis interconectados por escadas mecânicas alcançam uma altura máxima de 15 metros acima do chão. A idéia foi conectar o visitante ao desafio de
repensar a gestão de uma bacia hidrográfica comunitária.

Foto: Carlos Luna


Fotos: Carmen Abdo
Sed é um gigantesco iglu de sal de 12 metros de altura, que serviu de espaço para todo o tipo de soluções tradicionais e de última geração no combate à sede existe no mundo. Ao caminhar por ele, podia-se ver o uso desmedido de água nas cidades, a utilização racionada no deserto, conhecer as migrações causadas pela busca do recurso hídrico e os artefatos criados para a
captação de água.

Fotos: Cintia Sarría
Águas extremas. Por dentro, o espaço simula o momento em que uma grande onda quebra sobre a praia. Foi construído com materiais em tons de azul e texturizados, a fim de dar idéia da força da água, onde o visitante podia viver a experiência de um tsunami e um furacão.


Oikos é ambientalmente sustentável, pois conta com vários dispositivos de captação de energia, tais como aero-geradores e
placas solares. Um rio percorre o recinto, que conta com 845 m2 de superfície e com um pátio central, coberto por um jardim de aproximadamente 300 metros. O local tenta provar a possibilidade de transformar e armazenar energia utilizando tecnologia de maneira sustentável.

Foto: Carmen Abdo
